Fat bike na duna mais alta do Sul do Brasil

Há algum tempo a fat bike tem sido vista pelas dunas de Florianópolis e mais recentemente essas fronteiras tem se expandido em direção ao sul do estado.

Com o objetivo de pedalar todos os campos de dunas do estado, o pessoal do site historiasdabicicleta.com.br resolveu encontrá-los e percorrê-los. E desse desafio surgiu o “Guia das Dunas de Santa Catarina para Fat Bike – DUNAS SC”.

Com quase trinta campos de dunas espalhados por Santa Catarina, fica em Jaguaruna, no sul do estado, os maiores, bem como a mais alta duna do sul do Brasil: o “Morro do Careca”.

 

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Vista geral do setor ao sul do Arroio Corrente

Para pedalar toda essa extensão e, quem sabe, “conquistar” o ponto culminante de dunas do sul do Brasil, recentemente se uniram a Vânia e ao Bóris (do site historiasdabicicleta), o Normando (algumas vezes campeão brasileiro de down hill e o grande pioneiro da fatbike em Floripa), e os também fatbikers Vernon e Grenda.

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Da esquerda para direita: Grenda, Normando, Vernon, Bóris e Vânia. Morro do Careca ao fundo.

O grupo teve como ponto de partida um local muito conhecido em Jaguaruna, o “Chuveirão”, um grande chuveiro feito da canalização do rio na localidade de Arroio Corrente. As cinco bicicletas de pneus largos chamaram muito atenção dos frequentadores.

Dali o grupo primeiro se dirigiu às Dunas do setor norte, brancas e com grandes paredões de areia.

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Chegando ao setor ao norte do Arroio Corrente
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O grupo em formação para uma descida

Um local desconhecido por parte do grupo, e que impressiona pela extensão, tamanho e irregularidade das dunas.

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Vânia no setor ao norte do Arroio Corrente

O Calor castigou um pouco, mas não baixou o ânimo do grupo.

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Normando sobrevoando as dunas.

Testado e aprovado a primeira parte do percurso, o grupo se refrescou no chuveirão e partiu para a segundo desafio: cruzar as dunas do setor sul e descer “O Careca”.

As dunas ao sul do Arroio Corrente tem uma cor dourada e possuem um terreno muito irregular e difícil. O lugar é lindo, com algumas dunas que terminam numa lagoa e o campo que se prolonga por quilômetros e vai num crescente até culminar no Careca.

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Vista geral com o Careca lá no fundo

Quanto mais ao centro desse campo de dunas, maior a dificuldade, pois o terreno é cheio de buracos, arbustos e obstáculos que prejudicam a pedalada e impedem uma boa evolução.

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A parte central, de difícil pedalada

A melhor estratégia para cruzar esse mar de areia é pedalar mais próximo da fronteira oeste, perto da vegetação de contenção. Embora apresente descidas e subidas fortes, ainda assim consegue-se pedalar.

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O caminho escolhido para chegar ao Careca

E assim o grupo avançou rapidamente e depois de algum tempo começou a avistar pessoas num ponto alto. Haviam chegado ao objetivo por trás, pela face oeste na parte mais alta, mas menos inclinada.

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No topo do Morro do Careca

O local é espetacular, uma duna que se escora na vegetação, bem próxima a faixa de casas.

Como um verdadeiro local de peregrinação, várias pessoas se desafiam a subir a pé a face leste (a mais inclinada) e tirar uma foto com aquele paredão. E as pessoas ficam pequeninhas ao lado do gigante.

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Os ciclistas chegam no ponto culminante de dunas do sul do Brasil

E essa procissão cria uma dificuldade a mais para a descida: não bastasse a altura e a grande inclinação, o terreno fica todo irregular com as pegadas das pessoas.

Por algum tempo o grupo de fat bikers ficou ali apreciando o visual, enquanto espectadores já aguardavam o momento da grande descida.

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Vista do alto do Morro do Careca

E eis que começa.

Primeiro desce Normando seguido por Bóris e um pouco depois  Vernon. Um após o outro, em grande velocidade, para delírio da torcida.

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Normando e Bóris na primeira descida de fat bike no morro do Careca.

 

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A descida do Vernon

Estava conquistada pelas fat bikes a Duna mais alta de Santa Catarina e do Sul do Brasil. A sensação de satisfação estava estampada no rosto de cada um dos fatbikers.

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Normando, Bóris e Vernon logo após o grande drop.

Ficam abertos novos caminhos de dunas para o sul.

Escrito por

Natural de Florianópolis, onde vivo por opção e sou ciclista por diversão. Através da bicicleta encontrei uma forma de ver o mundo e me manter saudável.